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Cultura PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Iphan realiza exposição de fotos em homenagem à Cidade de Goiás

Programação contou ainda com cantata de natal

16/12/2021 20h00
Por: Marcela Guimarães
Iphan realiza exposição de fotos em homenagem à Cidade de Goiás

Em comemoração dos 20 anos do reconhecimento internacional à Cidade de Goiás, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no estado de Goiás (Iphan-GO), o Governo do estado de Goiás e a Prefeitura de Goiás, em parceria com o Museu da Memória de Goyaz, a exposição fotográfica Patrimônio e o Tempo: Outras Narrativas, no Palácio Conde dos Arcos. 

 

A abertura ocorreu na noite desta quarta-feira, 15, junto com uma Cantata de Natal, no Escritório Técnico do Iphan na cidade. A exposição continua aberta no Palácio Conde dos Arcos, com visitação gratuita, de segunda a sexta das 9h às 17h.

 

Para a concepção da mostra, foram selecionadas minuciosamente fotografias históricas, produções técnicas, depoimentos e legislações que irão auxiliar os visitantes a entender como ocorreu a proteção do Patrimônio Cultural de Goiás e sua manutenção até os dias atuais.  

 

Emoldurada por montanhas, a histórica cidade de Goiás, antiga Vila Boa, é uma joia do cerrado. As casas e edifícios em ruas de pedra preservam o passado e compõem um conjunto de extraordinária harmonia. Há 20 anos, a antiga capital do estado, fundada no ciclo do ouro, conquistava o título de Patrimônio Mundial, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

 

“O Patrimônio Cultural, seja ele material ou imaterial, é a herança que recebemos do passado. Hoje, vivemos no presente e vamos transmiti-lo às futuras gerações. O patrimônio é fonte insubstituível de vida e inspiração, é o nosso ponto de referência, nossa identidade e história. Viva o Patrimônio Cultural Brasileiro! Parabéns à Cidade de Goiás pelos 20 anos de Patrimônio Mundial”, celebra o superintendente do Iphan-GO, Allyson Cabral. Além desta, outras autoridades presentes eram o prefeito de Goiás, Aderson Gouvea, e a secretária Municipal de Cultura, Raissa Jardim.

 

As informações e acervos coletados para a exposição é fruto de um trabalho em conjunto com instituições públicas: Iphan, Museu da Imagem e do Som (MIS/Goiânia), Museu da Memória de Goyaz, além de acervos particulares de moradores e associações, que juntos são os responsáveis pela proteção deste patrimônio mundialmente reconhecido.  

 

Ainda como parte das comemorações, o Escritório Técnico do Iphan na Cidade de Goiás recebeu iluminação decorativa para o Natal e o público poderá conferir das janelas do prédio uma Cantata de Natal com o coral da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc). 

 

Considerando a importância da data e em comemoração ao vigésimo ano do título de Patrimônio Mundial, a superintendência do Iphan-GO, em um ato inédito, também transferiu, para este dia, parte das atividades administrativas para o Escritório Técnico do Instituto na cidade.




Reconhecimentos

Para a obtenção do título de Patrimônio Mundial, a Unesco utiliza critérios para avaliar a importância dos sítios históricos, e a cidade de Goiás foi escolhida por dois deles: por testemunhar a maneira como os exploradores de territórios e fundadores de cidades portugueses e brasileiros se adaptaram às realidades difíceis de uma região tropical aos modelos urbanos e arquitetônicos. O outro quesito, foi por ser uma cidade exemplo de ocupação do interior do Brasil conforme foi praticado nos séculos de XVIII e XIX, não introduzindo expressivas mudanças.

 

A Cidade de Goiás conservou significativas referências culturais, mantendo um acervo, sobretudo arquitetônico, perfeitamente integrado à paisagem. O reconhecimento busca não apenas catalogar, mas ajudar na identificação, proteção e preservação de bens culturais considerados especialmente valiosos para o mundo.  

 

Testemunha da ocupação e da colonização do Brasil Central, a Cidade de Goiás se desenvolveu entre morros, ao longo do Rio Vermelho.  As suas origens estão intimamente ligadas à história das bandeiras que partiram principalmente de São Paulo para explorar o interior do território brasileiro. Goiás foi o primeiro núcleo urbano oficialmente reconhecido ao oeste da linha de demarcação do Tratado de Tordesilhas, que definiu originalmente as fronteiras da colônia portuguesa. 

 

Para preservar toda essa magnitude, o Iphan desde 1950 atua no município. Inicialmente, com proteções isoladas e posteriormente, em 1978, com o tombamento do conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico do Centro Histórico de Goiás. Ao longo de todas essas décadas, o Iphan sempre investiu em obras de restauração e manutenção - fato também retratado na exposição fotográfica. 

 

 

 

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