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Polícia REPERCUSSÃO

Polícia Civil investiga quem está na foto que pede perdão a torturadores

Equipes estão nas ruas da Cidade de Goiás para identificar quem estaria usando a vestimenta em alusão à Ku Klux Kan, mas que remete ao traje usado na tradicional Procissão do Fogaréu

04/05/2021 20h00 Atualizada há 1 ano
Por: Rosângela Aguiar
Foto: Bruno Azevedo / Reprodução - Facebook Yuri Baiocchi
Foto: Bruno Azevedo / Reprodução - Facebook Yuri Baiocchi

 

A Polícia Civil já iniciou as investigações para saber quem estaria usando as vestimentas em alusão à Ku Klux Kan e que remete à utilizada na tradicional Procissão do Fogaréu da Cidade de Goiás. A foto que circula nas redes sociais desde sábado, 1º de maio, mostram duas pessoas com cartazes pedindo “Perdão aos torturadores” e causou revolta. “Isto configura crime de apologia ao crime segundo o artigo 287 inciso 1º do Código Penal. As pessoas por traz deste ato podem ser presas, mas ainda estamos investigando”, explica a delegada Amanda Alvarenga.

 A ocorrência foi feita pelo presidente da OVAT, Rodrigo Passarus, nesta segunda-feira, dia 3 de maio, e as investigações começaram imediatamente em função da comoção causada na Cidade de Goiás. De acordo com a delegada Amanda Alvarenga, algumas pessoas já foram ouvidas e investigadores estão fazendo o levantamento de informações na cidade. “Ainda não temos nenhum suspeito e pelas imagens entregues na delegacia, parece, a priori, que estas duas pessoas não estavam na carreata em favor do presidente”, informa. Amanda Alvarenga alerta que o foco da polícia civil é identificar as pessoas e puni-las por alusão ao crime.

Ainda de acordo com a delegada, nenhum organizador da carreata pró-Bolsonaro realizada no sábado dia 1º de maio compareceu à Delegacia Municipal para prestar esclarecimentos, mas eles serão chamados para depor no caso. “O que sabemos é o que está nas redes sociais, onde os organizadores do evento alegam que as duas pessoas não fizeram parte da carreata. Estamos investigando para saber realmente o que aconteceu”, explica a delegada Amanda Alvarenga.

A foto causou muita revolta nas redes sociais e um festival de acusações. De um lado, os organizadores do ato pró-Bolsonaro alegam que cartazes que estavam em um carro caíram e pessoas o utilizaram para provocar e colocar a culpa nos participantes. Um dos organizadores do ato pró-Bolsonaro, alega que alguém teria pegado um cartaz que caiu de um dos carros e teria usado para macular a manifestação ocorrida no dia 1º de maio. “Não concordamos com esse tipo de atitude e não foi ninguém da nossa manifestação. Não fizemos e não fazemos apologia à tortura. E quem fez esse ato criminoso vai pagar na própria justiça”, afirma o militar aposentado, Jeferson Sandro de Paula, um dos organizadores do evento.

 Por outro, o presidente da OVAT, Rodrigo Passarus; a Associação Cultural Pilão de Prata da Cidade de Goiás; historiadores, políticos e muitos vilaboenses repudiaram o ato por pedir perdão aos torturadores e por manchar a imagem da tradicional manifestação cultural e religiosa da Cidade de Goiás, que é a Procissão do Fogaréu.

“Esperamos que os autores sejam identificados, que eles se expliquem quanto a autoria do fato e que a justiça conclua a parte dela”, comentou o presidente da OVAT, Rodrigo Passarus. Ambos, Rodrigo Passarus e Jeferson de Paula, esperam que a polícia encontre e identifica quem promoveu o ato em favor da tortura e que repercutiu em todo o país.

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