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Polícia CRIME DE RACISMO

Polícia identifica e autua por racismo homens que pediram por perdão a torturadores

A Polícia afirma que ele não pertence a nenhum grupo político mas ainda não sabe os motivos para o ato

14/05/2021 14h54 Atualizada há 1 ano
Por: Rosângela Aguiar
Foto: Bruno Azevedo / Reprodução - Facebook Yuri Baiocchi
Foto: Bruno Azevedo / Reprodução - Facebook Yuri Baiocchi

 

Os vilaboenses D.B.S e J.O.S. são os homens que usavam a vestimenta alusiva à organização racista Ku Klux Klan e que carregavam a faixa escrita “Deus perdoe os torturadores” no dia 1º de maio, em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos na Cidade de Goiás. Fotos deste ato ganharam repercussão nacional e gerou repúdio de várias organizações. Após várias diligências e depoimentos, a Polícia Civil chegou aos dois homens que já foram autuados pela prática de apologia a ato criminoso e por prática e incitação ao crime de racismo. O inquérito já foi encaminhado para o Poder Judiciário.

Segundo a delegada Amanda Alvarenga, encarregada do caso, D.B.S contratou J.O.S., que vive em situação de rua, para ajudá-lo a segurar a faixa feita por ele e usar a vestimenta também produzida por D.B.S. “Foi D.B.S. que determinou o percurso e local onde eles ficariam. J.O.S, que estava embriagado foi pago para fazer esse serviço segundo as investigações”, explica a delegada Amanda Alvarenga.

A Polícia ainda não sabe se D.B.S. foi intimado a depor assim que foi identificado, mas não compareceu à Delegacia Municipal. Segundo Amanda Alvarenga, o homem é morador da Cidade de Goiás, tem residência fixa, mas não se encontra mais na cidade. “As investigações apontam que ele não possui nenhuma ligação com grupos políticos, mas ainda não sabemos qual foi a motivação para tal ato, já que ele não compareceu ao depoimento”, informa a delegada.

Ainda de acordo com a delegada Amanda Alvarenga, não foi pedida prisão preventiva de D.B.S. porque a pena não permite e ele deve responder pelo crime em liberdade. “Mas se ele responderá o processo em liberdade ou não dependerá do crivo do promotor de justiça responsável pelo caso”, informa.

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