Quarta, 25 de Maio de 2022 00:50
062 4000-2115
Polícia CRIME DE RACISMO

Estudante do Campus IFG, Danilo Bezerra de Souza, é identificado como responsável por ato pró-tortura na Cidade de Goiás no dia 1º de maio

Danilo Bezerra de Souza vai responder por crime à alusão a tortura e incitação à violência. A Direção do Campus IFG Cora Coralina diz que ato foi isolado e rechaça qualquer manifestação a favor da tortura

15/05/2021 12h56 Atualizada há 12 meses
Por: Rosângela Aguiar
Estudante do Campus IFG, Danilo Bezerra de Souza, é identificado como responsável por ato pró-tortura na Cidade de Goiás no dia 1º de maio

 

Recém-matriculado no curso de Cinema do IFG – Campus Cora Coralina, Danilo Bezerra de Souza de 39 anos pagou uma pessoa em situação de rua da Cidade de Goiás para ajuda-lo a carregar a faixa em favor dos torturadores no dia 1º de maio na Cidade de Goiás. O inquérito já foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário e Danilo Bezerra de Souza vai responder por crime de alusão à tortura e incitação à violência. 

Ele não compareceu à Delegacia Municipal da Cidade para prestar esclarecimentos. As fotos desta reportagem estão circulando em grupos de whatsapp da Cidade de Goiás e Danilo Bezerra de Souza aparentemente fechou as contas nas redes sociais.

Danilo Bezerra de Souza não foi localizado pela polícia, mas na casa dele policiais apreenderam livros sobre tortura, torturadores e ditadura militar, demonstrando, segundo os policiais “apresso pelo tema”. Há indícios de que ele teria participado de manifestações políticas semelhantes. 

O diretor geral do IFG Campus Cidade de Goiás, Sandro di Lima, informa que ele é um aluno recém-matriculado e que não tem frequentado as aulas. “Foi um ato isolado e nós, enquanto instituição de ensino junto com a UFG e UEG, em nota, repudiamos qualquer tipo de manifestação pró-tortura ou ditadura”, disse o Sandro Di Lima. Para o diretor, não importa se esse tipo de manifestação é feita de forma pública no dia 1º de maio ou se é feita na tribuna do Congresso Nacional, as instituições públicas de ensino repudiam tais atos.  “Nosso processo educativo é sempre de preparar as pessoas para cidadania, boas práticas sociais, compromisso com a vida e com a ética, com a dignidade humana”, explica Sandro Di Lima

6 comentários
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.