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Opinião NOTA À IMPRENSA

IFG esclarece: aluno que participou de ato a favor de torturadores não possui vínculo com colegas e servidores

Danilo Bezerra de Souza é estudante de Cinema no IFG e identificado pela Polícia como responsável por ato incitando descriminação e violência no dia 1º de maio

17/05/2021 14h56
Por: Rosângela Aguiar
IFG Cidade de Goiás
IFG Cidade de Goiás

 

O IFG - Câmpus da Cidade de Goiás divulgou nota esclarecendo sobre o aluno Danilo Bezerra de Souza, apontado como responsável por ato que incitou a discriminação racial, no último dia 1º de maio. Segundo a instituição, ele  ingressou neste semestre e por meio de seleção pública, em no curso de Cinema do IFG. “Em decorrência do sistema de ensino remoto emergencial adotado na Instituição, em razão da pandemia, não estabeleceu vínculo presencial com colegas de curso e servidores do campus”, diz a nota divulgada nesta segunda-feira, dia 17 de maio.

 

A divulgação ocorreu após a reportagem do portal Ummix Cidade de Goiás entrar em contato com a instituição, no último sábado. A nota  também relembra, que no dia 3 de maio o  IFG, por meio do Campus Cidade de Goiás, em conjunto com coma UEG e UFG divulgou nota repudiando o ato no dia 1º de maio e se posicionando contra qualquer ação discriminatória, de incitação à violência e em favor da tortura. 

 

O diretor geral do IFG, campus de Goiás, Sandro Di Lima, enfatiza que a instituição em sua história centenária, está em permanente defesa da vida e dos direitos humanos. “Ações discriminatórias, de racismo, de apologia à violência, à tortura, à ditadura ou de preconceito são combatidas pela instituição, inclusive com campanhas internas sobre essas temáticas”, informa. 

 

Após investigação da Polícia Civil, Danilo Bezerra de Souza foi identificado como um dos homens que se vestiu com trajes alusivos à Ku Kux Klan, grupo que defente a supremacia branca nos Estados Unidos, e segurava um cartaz com os dizeres: “Deus, perdoe os torturadores”. O ato ganhou repercussão nacional e foi considerado racista, além de incitar a violência. Por isso, ele e o homem a quem supostamente teria pago para ajudá-lo no ato foram autuados pela prática de apologia a ato criminoso e por prática e incitação ao crime de racismo. O inquérito já foi encaminhado para o Poder Judiciário.

 

Leia abaixo, a íntegra da nota publicada pelo IFG - Câmpus Cidade de Goiás 

 

NOTA À IMPRENSA

 

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), por meio do Câmpus Cidade de Goiás, informa que, tão logo, tomou conhecimento do fato ocorrido fora de nossa unidade, no dia 1º de maio, na cidade de Goiás, emitiu nota em conjunto com as instituições públicas que ofertam ensino superior na cidade, a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade Estadual de Goiás (UEG). Cabe esclarecer que o autor do ato ingressou recentemente, somente neste semestre e por meio de seleção pública, em um dos cursos superiores ofertados pelo IFG. Em decorrência do sistema de ensino remoto emergencial adotado na Instituição, em razão da pandemia, não estabeleceu vínculo presencial com colegas de curso e servidores do câmpus. É imperioso registrar que o IFG, em sua história centenária, está em permanente defesa da vida e dos direitos humanos. Ações discriminatórias, de racismo, de apologia à violência, à tortura, à ditadura ou de preconceito são combatidas pela instituição, inclusive com campanhas internas sobre essas temáticas. Ressalta-se que está em desenvolvimento a campanha “Maio da Diversidade – IFG para Tod(_)s”, com objetivo de chamar atenção para a necessidade do respeito à diversidade e para contribuir na construção de uma sociedade em que todos, independentemente de orientação sexual, gênero, religião, idade, diversidade étnico-racial ou qualquer característica individual ou coletiva, sejam respeitados. Nessa mesma perspectiva, outra ação institucional já está prevista no Plano de Comunicação deste ano, o “Novembro Negro”, que será desenvolvida por meio de um diálogo com a Comissão Permanente de Políticas de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (CPPIR) do IFG. Por fim, reforçamos a posição institucional em defesa da promoção da igualdade, da equidade e das questões de diversidade étnico-racial, sexual, de gênero e de inclusão.

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