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Economia COMÉRCIO

Dona de academia conta a luta para sobreviver em meio à pandemia

Para o setor, o maior problema é a inconstância na permissão de funcionamento durante a pandemia

02/06/2021 08h00 Atualizada há 12 meses
Por: Rosângela Aguiar
Dona de academia conta a luta para sobreviver em meio à pandemia

 

“No início da pandemia tínhamos, em média, 130 alunos, agora não passa de 25”, desabafa Emília Maria Emos, sócia da Academia Casarão, que fica na Praça do Chafariz. Como ela, proprietários de outras academias da cidade vêm enfrentando prejuízos com períodos de abertura seguidos de períodos de fechamento. “Esse abre e fecha das academias gera instabilidade e muitos prejuízos”, reclama Emília Maria Emos.

 

A Academia Casarão tinha três meses de funcionamento quando foi publicado o primeiro Decreto Municipal proibindo o funcionamento. “Ficamos  cinco meses com academia fechada, lembrando que tínhamos 3 meses de inauguração. Se passaram 6 meses, retornamos mas com número de alunos reduzidos por causa dos protocolos da Secretaria Municipal de Saúde”, explica Emília Emos.

 

Segundo ela, desde o início da pandemia da Covid-19, são seguidos todos os protocolos de segurança sanitária, com disponibilização de álcool em gel 70% e tapete umedecido na entrada e limpeza contínua dos equipamentos. “Como enfermeira e sócia da academia me preocupo com a segurança de nossos alunos”, argumenta. Emília Emos informa que a limpeza da academia é feita com uma bomba de 20 litros de hipoclorito, além do uso de uma solução específica para uso em UTI que é trazida de Goiânia para fazer a higienização dos equipamentos após o uso de cada aluno.

 

As aulas são com horário marcado e agendado previamente para cumprir a meta de 30% da capacidade interna. “Nossos alunos tem se dispersado, alguns foram treinar em outras academias que optaram por funcionar com portas fechadas. Com o decreto estadual 14x14 ficou pior. Quem quer treinar 14 dias e ficar parado outros 14?”, questiona. 

 

A liberação de diversos tipos de comércio não essencial com a proibição de funcionamento das academias novamente, inclusive das atividades ao ar livre, tem gerado muitos prejuízos ao setor. “Quando a Prefeitura de Goiânia decretou atividade física como essencial, resolveram liberar a academia na Cidade de Goiás, só que não temos nenhuma segurança por parte da Prefeitura da nossa cidade”, reclama.

 

Seguindo as atuais regras, válidas até, 8 de junho, as academias podem funcionar de segunda a sábado, até às 19h (dezenove horas), com agendamento e com capacidade limite de até 30% (trinta por cento). 

 

O portal Ummix Cidade de Goiás continuará a mostrar histórias de pessoas que vivem a crise do abre e fecha do comércio na Cidade de Goiás. Caso você queira contar a sua realidade entre em contato com nosso departamento de Jornalismo pelo Whatsapp 62 4102-0134.

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