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Luto: Estudante do IFG é encontrada morta em casa

Soraya Moraes era aluna do Instituto Federal de Goiás. A instituição está de luto pela morte repentina da aluna, que era considerada um exemplo de dedicação e força para os estudos

08/06/2021 19h26
Por: Rosângela Aguiar
Luto: Estudante do IFG é encontrada morta em casa

 

Aluna do curso Técnico Integrado em Artesanato, na modalidade EJA do IFG - Câmpus Cidade de Goiás, Soraya Moraes Martins, 42 anos, lutava contra uma doença genética, a anemia falciforme. Ela estava internada em estado grave no Hospital São Pedro, e segundo informações não oficiais, supostamente, ao contrário das ordens médicas, foi para casa. Lá foi encontrada sem vida na madrugada desta terça-feira, dia 8 de junho. 

 

“Estão todos muito tristes e consternados com a morte dela”, comentou o diretor geral do IFG - Câmpus Goiás, Sandro Di Lima. Soraya Martins foi encontrada pela família durante a madrugada na própria cama. Ela morreu dormindo. “Soraya era uma mulher guerreira, que tinha o sonho de se formar, e sempre pedia paciência aos professores por tantas faltas em função das internações que eram necessárias para o tratamento da doença”, comentou Suzy Milhomem, uma das professoras do curso Técnico Integrado em Artesanato do EJA do IFG – Campus de Goiás. 

 

Transfusão de sangue é uma das formas de amenizar a anemia falciforme. “Ela estava muito cansada disso, mas era alegre e sempre nos pedia ajuda para conseguir terminar o curso e transformar a própria vida”, disse a professora. Segundo amigos e familiares as internações eram constantes em função da transfusão de sangue. A Ummix Cidade de Goiás aguarda o retorno do Hospital São Pedro sobre o caso, que deve se pronunciar por meio de nota oficial.

 

O que é anemia falciforme?

 

A anemia falciforme é uma doença hereditária, ou seja, passa dos pais para os filhos e se caracteriza pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue. A membrana dos glóbulos vermelhos fica com um formato parecido com uma foice e por isso o nome falciforme. Essa alteração na membrana causa rupturas levando à anemia, que pode ocasionar a morte. 

 

Segundo o site da Associação da Anemia Falciforme do Estado de São Paulo, esta é uma doença cada vez mais comum e o tratamento varia de medicamentos, transfusão de sangue ou transplante de medula.  A doença é considerada pelo Ministério da Saúde um problema de saúde pública em razão da grande incidência que tem sobre a população negra, parda e mestiça. Em geral, as pessoas com essa doença têm uma estimativa de vida de 40 anos.

 

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