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Economia ECONOMIA

Proprietário do Cora Café afirma que sofreu queda de 80% da clientela na pandemia

Os decretos com períodos de funcionamento e outros de abertura têm gerado instabilidade entre comerciantes. Este é o caso do Cora Café & Bistrô

19/06/2021 15h00
Por: Rosângela Aguiar
Proprietário do Cora Café afirma que sofreu queda de 80% da clientela na pandemia

 

Mesmo muitos comerciantes se reinventando desde o início da pandemia de Covid-19 que tem imposto regras rígidas de funcionamento, a maioria tem enfrentado quedas de clientes e de faturamento. É o caso do Cora Café & Bistrô, que funciona no Museu Casa de Cora, na Cidade de Goiás. “Estamos trabalhando com delivery, mas com o abre um período e depois fecha por outro, levou a queda de 80% de clientes”, conta Marcos Lemes, dono do Cora Café & Bistrô. 

 

Outros estabelecimentos, como algumas distribuidoras de bebidas, passaram a trabalhar de portas fechadas e só com delivery porque muitos dos funcionários foram infectados com o coronavírus. “Graças a Deus nenhum dos nossos colaboradores ficou doente, mas tivemos que dispensar a maioria e hoje temos apenas um funcionário, além da família que trabalha no café”, explica Marcos Lemes.

 

Para ele, os decretos que permitiram a abertura restaurantes, lanchonetes e cafés, não ajudaram a melhorar o déficit que estamos acumulando. O decreto proíbe o consumo de bebida alcoólica nesses estabelecimentos, o que dificulta para alguns tipos de comércio como o Cora Café & Bistrô. 

 

“Eu cheguei a falar para o prefeito que nossa demanda por bebida alcóolica não é contínua, normalmente as pessoas bebem para esperar ou acompanhar um prato e para nós não justificaria essa proibição”, argumenta Marcos Lemes, que reconhece a necessidade de regras rígidas para evitar a disseminação da pandemia na Cidade de Goiás.

 

Marcos explica que as vendas foram reduzidas no período de fechamento do café porque o sistema de delivery não funciona em tempo integral em função da capacidade da cozinha. “Estamos em um local tombado pelo patrimônio, que é a Casa de Cora e não podemos fazer intervenção para aumentar nossa cozinha. Já solicitamos ao Iphan, mas ainda está em análise”, reclama. E isto tem interferido também até quando está com as portas abertas, uma vez que gostaria de atender com mais rapidez, mas não tem capacidade para produzir mais.

 

“E temos um outro problema. Aqui as pessoas não têm o hábito de pedir pratos completos com arroz e feijão. Nossos pedidos são apenas petiscos, que tem boa saída, mas não sustentam o comércio”, conta. E alerta que, ao contrário do que muitos pensam, não é o comércio que dissemina o vírus. 

 

“Temos uma grande preocupação com o combate à pandemia, porque estamos o tempo todo no estabelecimento, quase todos esses negócios são familiares e nosso maior investimento é a vida. Por isso, seguimos à risca todas as regras sanitárias e orientações porque queremos todos com saúde”, diz Marcos Lemes.

 

O empresário ainda ressalta que a população de uma forma geral precisa colaborar, se protegendo mais, usando máscara e evitando aglomerações. “Infelizmente ainda temos notícias de festas em residências, fazendas e chácaras na cidade. A fiscalização deveria ser mais intensa e rígida nesses locais”, reclama.

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