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Após dias de agonia, paciente consegue vaga em UTI neurológica

Desde o início da pandemia de Covid-19 este tem sido um problema para quem tem outras doenças que necessitam de atendimento especializado.

12/08/2021 16h30 Atualizada há 10 meses
Por: Rosângela Aguiar
Após dias de agonia, paciente consegue vaga em UTI neurológica

 

Com a maioria das vagas em UTI destinadas para pacientes com Covid-19, está cada vez mais difícil transferir pacientes com outras doenças e enfermidades que precisam de tratamento intensivo. Esse foi o caso de Cristiane Ribeiro Lourenço, de 42 anos. Uma semana depois e algumas recusas, a família conseguiu, finalmente, uma vaga em UTI neurológica do Hospital Domingos Mendes, em Ceres. Cristiane tem Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e teve várias complicações. A família só conseguiu a vaga mais de uma semana depois da internação no Hospital São Pedro de Alcântara (HSPA), em função da campanha realizada na internet.

“Foi preciso fazer a campanha nas redes sociais, falar com deputados estaduais e federais e várias autoridades. Mas conseguimos, graças a Deus”, disse aliviada Vitória Letícia, filha de Cristiane Ribeiro Lourenço. Desde o dia 6 de agosto quando foi internada no HSPA, a família aguarda ansiosa pela vaga em UTI neurológica em função do estado de saúde de Cristiane, que teve algumas complicações. As vagas são reguladas pela Secretaria Estadual de Saúde e, por isso, segundo informações do Hospital São Pedro, não depende da unidade que até tentou ajudar da melhor forma possível a paciente. Além disso, o hospital não possui UTI neurológica, que é a necessidade de Cristiane.

“Surgiu uma vaga para Nerópolis, pediram pra gente arrumar tudo que a qualquer momento iríamos. Quando foi a noite, a vaga na UTI foi negada porque não tem neuro e voltamos à estaca zero”, disse Vitória Letícia que, então, resolveu fazer uma campanha nas redes sociais. Somente assim a família conseguiu a vaga, ao chamar a atenção de muitos internautas.

No dia 6 de agosto, quando Cristiane Ribeiro Lourenço foi internada no HSPA foi constatada pneumonia broncoaspirativa, com comprometimento grande no pulmão. Foram vários dias com febre, mal estar na cabeça e sem conseguir falar. “Não fizeram nenhuma tomografia da cabeça para saber o motivo das dores na cabeça e minha mãe chegou a ter convulsão”, conta Vitória Letícia. Cristiane Ribeiro Lourenço foi medicada em função da febre e dores, mas a tomografia do pulmão constatou derrame pleural (derrame de fluído / líquido no pulmão), e isto aumentou a agonia da família.

Agora, após conseguir a vaga em UTI Neurológica, especializada, a família de Cristiane Ribeiro Lourenço está mais aliviada, mas não esquece os dias de agonia. Este é um problema que vem ocorrendo com vários pacientes com doenças diversas desde o início da pandemia em 2020, porque a maioria das unidades públicas e privadas passaram a destinar as vagas de UTI para os casos graves de Covid-19.

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